1974



No dia 7 de março de 1974 a RTP comemorava mais um aniversário e escolheu realizar o XI Grande Prémio TV da Canção, precisamente nesse mesmo dia, no Teatro Maria Matos em Lisboa. A apresentação do certame foi entregue ao experiente experiente profissional da comunicação social, Artur Agostinho e à atriz Glória de Matos.

No final da votação sagrou-se vencedora a canção "E depois do adeus", da autoria de José Niza (letra) e de José Calvário (música), com defesa de Paulo de Carvalho que também ganhou o Prémio de Interpretação.

Esta canção viria a fazer parte da História de Portugal ao ser escolhida como a primeira senha para o arranque do Movimento dos Capitães que em 25 de abril de 1974 devolveu a liberdade e a democracia aos portugueses.

 

1973



O X Grande Prémio TV da Canção Portuguesa decorreu a 26 de fevereiro no Teatro Maria Matos, em Lisboa.

Este certame também ficou marcado pelo regresso de Simone de Oliveira às canções, após ter estado cerca de 3 anos impossibilitada de cantar. Esta cantora foi galardoada com o Prémio de Interpretação pelo seu desempenho em "Apenas o meu povo", uma canção da dupla Ary dos Santos/Fernando Tordo. 

Depois de uma renhida luta entre as canções "Tourada" e "É por isso que eu vivo", o tema interpretado por Fernando Tordo consagrou-se vencedor com 115 pontos, apenas mais 4 que a canção defendida por Paco Bandeira.

"Tourada" tornou-se muito polémica após a noite do Festival porque este poema era muito mais que uma canção de teor tauromáquico, esta canção bandarilhava o regime de então, na medida em que fazia uma crítica acutilante ao regime político e social vigente. Ainda foi colocada a hipótese de não permitir que "Tourada" fosse à Eurovisão, mas os receios das repercussões negativas que esta atitude teria internacionalmente falou mais alto e assim o poder político deixou Fernando Tordo levar esta nossa "Tourada" ao ESC.

 

1972



Este Festival teve lugar a 21 de Fevereiro no Teatro São Luiz, em Lisboa e teve como anfitriões Alice Cruz e Carlos Cruz.

Foram selecionadas oito canções, defendidas apenas por intérpretes masculinos: Paco Bandeira, Duarte Mendes, Manuel Vargas, Carlos Mandes, João Henrique, João Braga, Fernando Tordo e Tozé Brito.

Neste ano foi instituído o Prémio de Interpretação, um galardão que ao longo de vários festivais distinguiu as melhores interpretações nos respetivos festivais. Duarte Mendes pela interpretação de "Cidade alheia" foi o eleito neste ano. A canção vencedora foi "A Festa da vida", com interpretação de Carlos Mendes, venceu com uma margem de 150 votos do tema classificado em 2º lugar. Carlos Mendes seria o segundo cantor português a bisar na Eurovisão, depois de Simone de Oliveira.

 

1971



A RTP abriu concurso a todos os autores e compositores portugueses com vista a apurar a canção que assinalaria o nosso regresso ao Eurofestival, após um ano de ausência.

A apresentação deste Festival esteve a cargo de Henrique Mendes, desta vez, coadjuvado por Ana Maria Lucas, Miss Portugal 1970.

A escolha da canção vencedora foi efetuada pelo júri distrital, distribuido pelas 18 capitais de distrito, tendo cada júri 15 pontos para distribuir conforme entendesse pelas canções a concurso.

No final da noite a canção "Menina do alto da serra", interpretado por Tonicha, com poema de Ary dos Santos e música de Nuno Nazareth Fernandes sagrou-se a grande vencedora com 103 pontos.

 

1970



O VII Grande Prémio TV da Canção 1970 foi o sétimo “Festival RTP da Canção”, e teve lugar no dia 22 de Maio de 1970, no Cinema Monumental, em Lisboa.

Em 1970 a RTP e as estações de televisão escandinavas resolveram não participar no Eurofestival como forma de protesto ao sistema de votação então vigente, que permitiu, em 1969, o empate de quatro canções no 1º lugar. A opinião pública não contestou esta decisão da RTP porque o país estava indignado com injustiça feita à canção portuguesa em 1969.

Apesar de não participar no Eurofestival, a RTP fez questão de levar a efeito o Festival da Canção.

Os intérpretes que passaram por este festival para consumo intermo foram os seguintes, por ordem de desfile: Fernando Tordo, Duarte Mendes, Hugo Maia de Loureiro, Artur Rodrigues, Intróito, Sérgio Borges, Ruth, Duo Orpheu, Paulo de Carvalho e Maria da Glória.

"Onde vais rio que eu canto", com letra de Joaquim Pedro Gonçalves e música de Nóbrega e Sousa, defendida por Sérgio Borges, foi a canção vencedora nessa edição.

 

1969



No dia 24 de Fevereiro teve lugar no Teatro S. Luiz o VI Grande Prémio TV da Canção Portuguesa.

"Desfolhada", com poema de Ary dos Santos e música de Nuno Nazareth Fernandes venceu incondicionalmente este festival com 94 pontos, deixando o tema "Tenho amor para amar" pelo Duo Ouro Negro a 45 pontos de distância, embora na 2ª posição.

Simone de Oliveira não foi a primeira escolha dos autores para defender a "Desfolhada" neste festival, tendo sido mesmo convidada a uma semana do evento. Porém, é difícil imaginar a Desfolhada sem Simone. Só uma mulher com a sua frontalidade e coragem diria, naquela época, em direto para todo o país: quem faz um filho, fá-lo por gosto.

Após o Festival da Canção o sucesso da "Desfolhada" foi aumentando e depressa passou a ser a canção do ano em vendas e em passagens nas rádios. Ainda hoje esta canção é conhecida por todas as gerações, mesmo as mais recentes. Este é um dos grandes temas de sempre de toda a música portuguesa.

 

1968



No  V Grande Prémio TV da Canção Portuguesa 1968 os temas a concurso eram 10 e os grandes nomes da canção da época misturaram-se com os novos valores que então despontavam.

A canção "Verão" da autoria de José Alberto Diogo (letra) e de Pedro Osório (música) consagrou-se vencedora, com 61 pontos, apenas com dois pontos de vantagem da canção "Fui ter com a madrugada", defendida por Tonicha. Na 3ª posição ficou "Balada para D. Inês" interpretada por José Cid que foi acompanhado pelos restantes elementos do Quarteto 1111, que foram integrados na orquestra, na medida em que o regulamento da Eurovisão ainda não permitia a presença de grupos a concurso. A canção vencedora foi da completa responsabilidade do júri distrital, como nos anos anteriores. Neste festival foi inaugurado o quadro electrónico.

 

1967



A RTP, em 1967, introduziu o sistema de duas semifinais de onde saíram as canções para a final. 

Neste ano foram apuradas 12 canções, que foram distribuídas por duas semifinais, e foram interpretadas por Rui Malhoa, Marco Paulo, Valério Silva, Artur Garcia, cada um com um tema e por Maria de Lurdes Resende, o Duo Ouro Negro, Eduardo Nascimento e António Calvário, que interpretaram duas canções.

Na final o tema que se sagrou vencedor foi "O vento mudou", com letra de João Magalhães Pereira, música de Nuno Nazareth Fernandes e interpretação de Eduardo Nascimento. Esta canção obteve 120 pontos deixando a canção classificada em 2º lugar, "Livro sem fim" pelo Duo Ouro Negro, a 42 pontos de distância.

 

1966



No III Grande Prémio TV da Canção 1965, as canções selecionadas foram defendidas pelos seguintes intérpretes: João Maria Tudella  (com dois temas), Madalena Iglésias  (com três canções), Sérgio Borges, António Calvário e Tony de Matos, cada um com uma composição.

A eleição do tema vencedor esteve a cargo do júri distrital, distribuido pelas 18 capitais de distrito. Cada júri dispunha de 15 votos para distribuir, conforme pretendesse, pelas suas canções preferidas.

No final da votação o tema “Ele e Ela”, interpretado por Madalena Iglésias, consagrou-se a grande vencedora com 81 votos.

 

1965



O II Grande Prémio TV da Canção 1965 foi o segundo “Festival RTP da Canção” e foi apresentado por Henrique Mendes.

A música "Sol de Inverno" captou a atenção do público e os votos do júri, e para tal também ajudou a força e o magnetismo de Simone de Oliveira, que assim ganhou o festival com a composição de Jerónimo Bragança e Carlos Nóbrega e Sousa.

 

1964



O "Grande Prémio TV da Canção Portuguesa" teve a sua estreia, no estúdio do Lumiar, na noite de 2 de Fevereiro de 1964. O objectivo era escolher, pela primeira vez, a canção candidata de Portugal ao Concurso Eurovisão da Canção criado em 1956.

A final contou com 12 canções, das 127 canções que foram submetidas ao concurso, defendidas por António Calvário, Artur Garcia, Madalena Iglésias, Simone de Oliveira, Gina Maria e Guilherme Kjolner. Venceu a canção “Oração” interpretada por António Calvário com 79 pontos.

 

 

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