Não existem palavras para agradecer todo o apoio e carinho que tenho recebido nas últimas 24 horas de colegas de profissão, amigos, família e fãs.
A minha posição mantém-se em relação à minha música, a consciência tranquila e cabeça erguida. Mas não pretendo alimentar mais esta nuvem. Tudo isto que se criou em torno da minha participação, já não é Música.”
O presidente do júri, Júlio Isidro revelou também que “o júri não se envolveu na decisão” da desistência de Diogo Piçarra e esclareceu que só tem a função de “julgar as canções no momento do Festival”.
Fernando Martins, o produtor musical que segundo o regulamento zela pela legitimidade das canções em concurso, soube da decisão de Diogo Piçarra pelo Jornal “Observador”, ao qual referiu: “Não sei de nada, lamento não poder ajudar. Já houve uma decisão, é? Ainda não fui informado de nada, vamos ter de esperar pela RTP”.
A Universal Music Portugal também reagiu ao sucedido comunicando que “tem um orgulho imenso em representar um artista, com o talento, profissionalismo e sensibilidade, como o Diogo Piçarra. O Diogo jamais colocaria em risco a sua brilhante carreira, conscientemente, perante um concurso com repercussão nacional e internacional. Toda a polémica que se criou fez com que o Diogo decidisse retirar-se do Festival da Canção. É uma decisão difícil e corajosa, mas na qual a Universal se revê e se orgulha.”
A emissora publica de televisão, responsável pelo certame também reagiu dizendo que, “A RTP compreende e respeita a decisão do compositor e intérprete Diogo Piçarra de retirar “Canção do Fim” do RTP - Festival da Canção. Independentemente dos argumentos e questões colocadas sobre o tema, a RTP não duvidou em momento nenhum da integridade do artista”
Com a desistência de Diogo Piçarra, segue para a final a música composta por Aline Frazão e interpretada por Susana Travassos, “Mensageira” — que tinha ficado em oitavo lugar na segunda semifinal do Festival da Canção e assume o “número 760 100 802 (sorteado para Diogo Piçarra), com a contagem a iniciar-se do zero a partir de agora”.



